Moura Tecnologia da Informação: Julho 2010

Quer Migrar para o Linux? Leia!

Um cliente feliz pode até contar a alguém a razão de sua alegria. Um cliente infeliz, por sua vez, espalha aos quatro cantos os motivos de sua insatisfação. Converter-se ao mundo Linux antes de tomar uma boa dose de realidade pode transformá-lo em um indivíduo do segundo grupo. Se me permitam ser totalmente honesto, afirmo: o Linux ainda não é para todos. Por mais que o Ubuntu, o Mandriva e algumas outras distribuição cheguem perto, o Windows continua sendo mais fácil de usar.

Dito isso, não quero dar a questão por encerrada. Existem muitos motivos para trocar o sistema operacional da Microsoft por um de código aberto. Seus negócios e sua produtividade dependem da estabilidade de seus computadores, da felicidade dos funcionários, e da habilidade, sua e deles, em trabalhar da maneira mais eficiente que puderem, com o menor número de ocorrências possível. Se você, realmente, pensa em descartar o Windows de seu maquinário, existem algumas questões das quais deve estar ciente antes de prosseguir com o plano. O Linux é, de fato, uma plataforma incrivelmente útil, interessante e versátil, porém, tem as suas falhas. A seguir, uma lista para que você já comece a se familiarizar com elas.

Não é Windows
Por mais óbvia que seja essa observação, você não deve esperar que o Linux se comporte como o Widnows. Há algumas similaridades: os gráficos, os menus, as aplicações representadas por ícones, temas para desktop, enfim, a maioria das coisas que você já conhece do da área de trabalha no sistema da Microsoft. Parece Windows, mas não é. Seus fãs dizem que é melhor, por ser mais estável, por suas variadas funcionalidades e por seu preço absurdamente baixo – convenhamos, é difícil ser mais barato que a gratuidade.

No entanto, o Linux não consegue imitar o Windows no que ele tem de melhor, pelo menos, aparentemente. Por ser o sistema operacional mais usado no mundo, ele conta com uma série de vantagens: milhares de desenvolvedores devidamente empregados, uma máquina de marketing enorme, suporte técnico de terceiros, muitos anos de validade, e uma dedicada base de usuários, tanto no setor corporativo quanto no âmbito doméstico. Não é de se espantar que a Microsoft domina o mercado dos computadores e os dólares que este mundo rende.

De certa maneira, a batalha entre Windows e Linux é como aquela outra, entre o VHS e o Betamax. O segundo, mesmo sendo superior, perdeu a guerra por nunca ter caído no gosto do mercado. O Linux é uma versão moderna do Betamax. Não é o Windows. Nunca será.

E não é Unix
O Linux tem muitas da qualidades do Unix, como a interface de seu sistema de arquivos, seu suporte para que muitos usuários utilizarem o mesmo dispositivo, a propagada estabilidade e eficientes recursos de segurança. Ainda assim, o Linux também é muito diferente das distribuições comerciais do Unix. Mesmo que que rode confortavelmente em hardwares x86, tenha boa disposição para a virtualização e possa ser carregado em um pen drive, as disparidades persistem.

A extrema versatilidade do Linux torna-o único para pequenas companhias, médias empresas e máquinas para o consumidor final. O Linux é um tipo de Unix, mas não no sentido pleno da palavra. Alguns desenvolvedores o chamam de clone. Tanto um quanto o outro sofrem como o mesmo problema em questões de compatibilidade. Por exemplo: se você estiver rodando sua aplicação em um IBM AIX, o programa será tão mais compatível em um Linux quanto seria em um Sun Solaris ou em HP-UX.

Impressoras e outros periféricos
É verdade: o Linux não tem muitas opções em se tratado de suporte a periféricos. Se você já tentou configurar uma impressora para funcionar com o sistema, provavelmente já perdeu alguns fios de cabelo nessa tarefa. Há um grande número de aparelhos compatíveis, mas se justamente aquele que você comprou não estiver na lista, bem, desejo-lhe sorte. Depois de horas gastas com pesquisa em fóruns na internet, você poderá descobrir que a impressora não é mesmo compatível e nem é capaz de simular o funcionamento de outra que seja suportada.

Nessa área, o Linux traz mais dores de cabeça que qualquer outro sistema operacional moderno. A solução para a questão é, antes da compra, checar quais dispositivos a distribuição que você possui aceita. Caso contrário, e com algum azar, você terá que dispensar a impressora já adquirida; la não terá mais utilidade mesmo.

Documentos e arquivos
Esse problema em particular está mais relacionado com as aplicações que funcionam no Linux que com o sistema em si mesmo. Você descobrirá que a maioria das extensões populares de arquivos para Windows, como as do Office ou do Photoshop, podem ser abertas e editadas em um programa similar disponível para o Linux. No entanto, alguns documentos poderão não ser suportados nativamente pelo Open Office, suíte de escritório, ou pelo GIMP, equivalente ao Photoshop, pois possuem alguma espécie de “bloqueio proprietário” que obriga que sejam abertos apenas pelos softwares que os criaram. Usuários de Linux, por vezes, procuram por táticas para superar esses obstáculos; converter o arquivo para um formato mais usual, em geral, resolve o empecilho, mas requer conhecimento técnico superior.

Competências técnicas necessárias
Usuários de Linux precisam de um conhecimento técnico mais avançado para fazer com que as coisas funcionem. Isso não quer dizer que pessoas menos hábeis não conseguirão usá-lo, mas para algumas atividades mais complexas – como configurar um periférico que não seja reconhecido rapidamente pelo sistema ou instalar um software que não esteja dentro de um pacote disponível – certas aptidões serão necessárias. Configurar um servidor Linux é relativamente simples, mas para habilitar alguns de seus serviços um profissional mais qualificado é recomendável. Se você for do tipo que gosta de mexer em computadores, aprender coisas novas e celebrar conquistas na área da informática, o Linux, com certeza, é para você.

Conclusão
Por fim, a mudança para o Linux requer certa dedicação para se informar sobre as particularidades do sistema, investigar o modo como a plataforma funciona e, lógico, um pouco de paciência na hora de resolver as dificuldades que surgirão. Saiba que o Linux não suporta todo periférico disponível no mercado. Mas, acredito, caso você esteja certo de sua escolha, já deve estar ciente de que os obstáculos existem e alguns sacrifícios terão que ser feitos pelo caminho.

Se preferir continuar com o confortável e o familiar, fique com o Windows. Se quiser nivelar por baixo o maquinário corporativo, gaste mais dinheiro e compre produtos da Apple. Ou, finalmente, se estiver disposto a sofrer um pouco e fazer algumas concessões , use o Linux em seus servidores e experimente um novo tipo de liberdade.


Fonte: PCWorld

Mitos e Verdades sobre proteção do PC

Mitos e Verdades sobre proteção do PC (ou de outros eletro-eletrônicos)

Com apagões, com tempestades e outras calamidades mais a nos assolar, nossa atenção recai sobre a segurança elétrica do PC. A dúvida é como adequadamente proteger, eletricamente falando, o PC ou outro qualquer equipamento eletroeletrônico?

Nossa rede elétrica, ao contrário do que muitos pensam, na média não é pior do que aquelas do primeiro mundo.. Sim tem suas falhas mas tem também um sistema contingencial que nem os EUA tem. Desde o RS até o Pará se tem um mesmo sistema, interligado de modo que alguma falta localizada lá em Belém bem pode ser contingenciada, em tempo real, por uma geração do Paraná, por exemplo..

Cada distribuição regional, ou mesmo até de sua cidade ou bairro pode ser mais ou menos afetada por quedas, por manobras, por acidentes, mas dizer que nossa energia não é comparável aquela dos países mais desenvolvidos é desconhecimento do grande…

Qual a razão então de muita gente falar que a energia da sua casa é ruim, oscila, é instável, que abaixa quando se liga o chuveiro??? Simples.. Por que é absolutamente normal que ela assim se comporte. Na minha casa, na sua casa e na casa da maioria da população.. (separemos ai instalações mal feitas, mal dimensionadas, verdadeiros gatos) Resta saber de quanto é essa queda, quanto varia a tensão ai. Esse dado que a enorme maioria não tem a mão, por não ter um instrumento para medir, ou por desconhecer como se faz, acaba nublando essa informação. Desse modo se cria na cabeça do consumidor em geral que a energia que ele recebe é imprópria para a adequada alimentação de seu PC.

Crentes que se faz necessário a qualquer custo “processar” a energia que vai para seu PC o usuário mais incauto sai atrás de algumas alternativas geralmente adotando a que melhor lhe cai no bolso, independentemente se necessário sua adoção ou não.

  • Réguas de tomadas;
  • Filtros de linha;
  • Protetores contra surtos;
  • Estabilizadores;
  • Módulos isoladores;
  • No-breaks;

O que seja. Qualquer coisa que possa deixar o usuário livre da dor de consciência de não ter colocado proteção alguma para seu PC..

Nessa escolha, num nível bem baixo se tem as réguas de tomadas de R$ 10,00 a 20,00 (que alguns fabricantes insistem em chamar indevidamente de filtro de linha) só tem internamente uma chave liga/desliga e um fusível. Sua única serventia é a de multiplicar as tomadas. Nenhuma filtragem, nenhuma proteção contra surtos de tensão.. Note que o fusível serve para proteger da coisa ao pegar fogo. O fusível geralmente se queima após o equipamento sofrer alguma avaria e desse modo fazer com que a corrente dispare. Ai o fusível abre para proteção da fiação etc.. O equipamento não raramente já está afetado.. Essa não protege, evita incêndio!

Régua de tomadas com fusível

Os filtros de linha se destinam a eliminar a RFI/EMI que são respectivamente as interferências de radiofrequência e eletromagnéticas induzidas na rede elétrica. Sob o nome de filtro de linha se comercializa no Brasil também os protetores contra surtos de tensão, mostrando que esse mercado das proteções elétricas ainda não está maduro suficiente.

Sob a função de proteção contra surtos de tensão estão os melhores dispositivos a se agregar antes de “todo” o equipamento eletroeletrônico, e não somente seu PC. Seu TV de 42 polegadas também tem fonte que assim como a fonte do PC está agarrada na rede elétrica e sujeita às sujeiras da mesma…

Os surtos de tensão não são resultantes de uma má energia e sim do uso normal dessa energia e são gerados, nascem no desligamento de cargas indutivas pelo efeito da FCEM (Força Contra Eletro Motriz) que vimos lá no colégio… Um elemento com comportamento indutivo ao desligar gera sobre a rede surtos de tensão de curta duração porém de alta tensão, não raramente ultrapassando a casa dos 1.000 Volts. São os motores, as contatoras, as manobras da rede elétrica e, porque não, os raios derivados de descargas elétricas da natureza.. Para absorção dessa energia de exceção se faz necessário a adoção de elementos eletrônicos, componentes especiais para esse fim como o são os varistores, os diodos tranzorb os centelhadores a gás, etc.. Basta, para configurar uma boa proteção, que esses elementos sejam agregados antes da alimentação de nossos equipamentos.

Veja ai um exemplo de uma proteção contra surtos da Belkin com um total de 11 Varistores e 4 fusíveis térmicos para corretamente perfazer a proteção que seu PC merece…

Protetor Belkin: visão da placa do lado - componentes

Esses dispositivos, supressores de surto ou filtros de linha desde que equipados com bons supressores são o que se deve adotar para a adequada proteção ao seu PC. O mercado nacional dispõe desses elementos e, só para servir como exemplo, cito o modelo FHT – 1200 da Upsai:

Proteção FHT-1200 da Upsai

Estabilizadores, Módulos Isoladores e No-breaks podem conter, em sua entrada AC elementos de supressão de surtos mas geralmente se vê que não são tão generosos na proteção, não são tão bem elaborados quanto aqueles que especificamente perfazem essa função.

Nenhum dos 3 elementos citados, ou seja, estabilizador, no-break, ou módulo isolador é especialmente indicado para proteção contra surtos de tensão na rede elétrica, nem tampouco para redes com alta variação de tensão.

Se você realmente sofre de alta variação da tensão de rede elétrica procure adotar uma solução definitiva que é uma fonte com PFC ativo no seu PC. Essa sim, operando desde 90 VAC até 264 VAC consegue suprir de energia seu PC com qualquer tensão de rede do mercado…

Só utilize um no-break se a falta de energia é tão freqüente a ponto de atrapalhar seu trabalho normal.. Nesse caso um no-break barato, de funcionamento off-line vai lhe atender bem. São baratos e cumprem sua proposta que é a de simplesmente deixar você salvar seus trabalhos, jogos, e fechar as aplicações nos parcos 5 a 10 minutos que ele consegue manter alimentado seu equipamento. Nem queira mais do que isso pois a qualidade da alimentação dele é questionável..

Se necessitares de suprimento contínuo de energia, por maior tempo, na falta da rede principal, então adote um no-break on-line, de dupla conversão, com geração de forma de onda senoidal pura, igual a da rede elétrica..

Os módulos isoladores tem a função de proteger o usuário de choques no gabinete de seu PC. Isso tem um custo em energia que chega e até pode passar um pouco dos 10%. Pelo fato deles perfazerem uma função semelhante aquela conseguida com um bom aterramento na tomada, o marketing dos fabricantes diz dos módulos isoladores que são terras virtuais e que você não necessita fazer aterramento se usar um deles. Puro engodo. Nada substitui um bom aterramento… Isso não significa não poder ligar seu PC se sua tomada não tiver aterramento. E além do mais aterramento não é um bicho de 7 cabeças não. Se na caixa de entrada de seu prédio, casa, estiver disponível o aterramento aonde se liga o fio neutro, debaixo do relógio medidor, basta puxar um fio 2,5 mm daí para o borne de terra da tomada do PC e está feito o aterramento no padrão TN-S, como pode ser visto abaixo.

Aterramento TN-S

O uso do estabilizador é um discussão a parte pela penetração do mesmo.. Muito se tem debatido nos mais diversos fóruns sobre essa questão com as mais diferentes tendências. De um lado pesa bastante o fato de se ver um estabilizador a cada PC que há por ai. De outro lado a dificuldade de ligar todos os periféricos de seu PC, com a falta de tomadas, auxilia a adesão ao estabilizador, e, finalmente, o nome: Estabilizador…

Quem haveria de desprezar esse ente ao seu lado uma vez que ele promete “estabilizar” a rede elétrica…

Veja que em uma prévia já vimos três razões a favor da adoção do velho estabilizador, todas altamente discutíveis…

Desde a adoção de modernas fontes digitais (fontes chaveadas) no final do século passado a questão da variação da rede AC passou a ser bem trabalhada por essas fontes sem a menor necessidade de “estabilizar” a tensão da mesma. Não fora somente isso, o método pelo qual o estabilizador faz essa discutível função traz malefícios para a fonte. O estabilizador, se analisado passo a passo de sua sistemática de estabilização, desliga seu PC, comuta uma chave para uma nova saída de seu autotransformador e então religa seu PC, claro que muito rapidamente a ponto de seu PC não se resetar. Essa operação é danosa para a fonte sob vários aspectos os quais não vou discutir aqui e agora mas que estão arrolados num tópico que fiz há algum tempo atrás… Quem quiser, visite:

Razões pelas quais os estabilizadores atrapalham a fonte do PC
http://forum.clubedohardware.com.br/razoes-pelas-quais/663018

Resumindo…

Uma boa proteção (supressor de surtos ou filtro de linha decente) e um aterramento, se possível, é o suficiente para dar uma boa segurança para seu PC e outros eletro eletrônicos.. Especificamente para seu PC a adoção de uma fonte com PFC ativo ajuda e muito na questão de variação da tensão AC…

Por Luiz André Faller – Engº Eletrônico.

Testes em TV's Móvel

TV móvel: descubra várias maneiras de assistir a  seus canais preferidos em qualquer lugar

TV móvel: descubra várias maneiras de assistir a seus canais preferidos em qualquer lugar


Tanto nos famosos “xing-lings” até nos modelos recém lançados das marcas mais conhecidas, a possibilidade de assistir TV está lá. E nem precisa ser um smartphone cheio de aplicativos. Dá uma olhada nesses dois aparelhos aqui. Nenhum deles tem 3G ou acesso à internet. Ainda assim, a ativação e recepção da TV acontece sem problema algum, e de maneira bastante rápida. Isso significa que você não precisa gastar muito dinheiro para conseguir ter um celular com televisão.

Testamos quatro diferentes aparelhos com a tecnologia. O funcionamento é bastante semelhante em todos. A ativação é feita por meio de um ícone ou um botão bem destacado, para não confundir com nenhuma outra aplicação. A recepção pode demorar um pouco para iniciar, mas não é nada que te faça perder aquele programa que você está esperando. Já a qualidade da imagem é um fator que muda um pouco de aparelho para aparelho. Vale a pena ir até alguma loja e testar o telefone na mão antes de comprar o celular que você está namorando.

Além dos celulares com recepção de TV, ainda existem outras novidades para os adeptos da tecnologia móvel. Esse aparelhinho aqui foi lançado recentemente, e permite a visualização de canais de televisão a partir de nove modelos de smartphones fabricados pela empresa. O dispositivo funciona como um receptor de TV digital e precisa apenas da instalação de um aplicativo para iniciar seu funcionamento.

Mas.... vamos combinar: não é muito prático andar por aí com um aparelho desse tamanho ligado ao celular. Num notebook ou netbook a tecnologia do receptor pode até ser menos incômoda. Mas no celular...

Dos celulares, para os computadores. Nas telas dos micros, as opções para assistir TV aumentam. Aumenta, também, a qualidade da imagem. No celular, a imagem exibida vem por um sinal comprimido, que os técnicos chamam de OneSeg – ou seja, nos celulares, apesar da imagem ser digital, ela não é em alta definição. Já nos micros, você pode ter toda a qualidade das imagens HD na sua tela. Alguns conversores se encarregam disso. Um exemplo é esse aqui. Basta encaixá-lo numa porta USB.

Mas a qualidade da transmissão não depende só do receptor. Computadores mais simples como netbooks, por exemplo, não têm processamento suficiente para manter a recepção em HD. E até mesmo alguns desktops sem um processador relativamente rápido podem ter dificuldade de exibir as imagens sem interrupções.

“O One Seg foi criado para ser utilizado em produtos portáteis, TVs portáteis, celulares ou mesmo notebooks e netbooks com pouca ou nenhuma capacidade gráfica. Já o Full Seg foi criado para ser assistido em televisores de plasma, LCD ou em computadores que possuam capacidade gráfica”, diz Charles Blagitz, Gerente Geral C3TECH

Fonte: Olhardigital